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Notícias - Março / 2011

21.03.2011
Foz do Iguaçu muda o inseticida no combate a dengue

A matéria citada abaixo é uma notícia sobre o CCZ de Foz do Iguaçu (PR), onde os responsáveis teriam trocado o veneno inseticida que estava sendo utilizado por acreditar que estava sendo criada resistência. A matéria não cita o tipo de inseticida que estava sendo utilizado anteriormente, tampouco o tipo de inseticida que passou a ser utilizado, mas em uma análise minuciosa da matéria pode-se ver o nome do produto: Fyfanon ULV. Também pode-se ver um nome no canto direito que sugere o ingrediente ativo como sendo malathion. Chama a atenção na matéria que os produtos estejam acondicionados em tambores de 200 litros (o que não chega a ser normal aqui no Brasil) e traz a inscrição "inseticide", tendo seu rótulo todo em inglês.

Apesar de a reportagem afirmar que o veneno foi liberado pelo Ministério da Saúde, consultando-se a base de saneantes registrados no site da ANVISA (www.anvisa.gov.br) não foi possível encontrar qualquer produto registrado com esse nome.

Vale ressaltar que a regulamentação no Brasil exige que os domissanitários, mesmo que fabricados no exterior, sejam registrados pelo importador antes de serem comercializados no Brasil.

Fazendo uma busca na internet pelo nome do produto encontra-se algumas informações, tais como o princípio ativo do produto, que conforme se suspeitava, era mesmo malathion. Segundo os técnicos do CCZ, o produto seria mais forte.

Além do fato de o CCZ de Foz do Iguaçu não estar fazendo nada de novo (malathion é uma molécula bastante antiga e praticamente em desuso, que já apresentou casos de resistência em mosquitos), o malathion faz parte do grupo dos organofosforados, um grupo químico de substâncias inseticidas de toxicidade geralmente maior do que piretróides, que é certamente o grupo químico mais utilizado no Brasil e talvez no mundo, dada sua eficiência e menor toxicidade aos seres humanos e animais não-alvo do controle.

O coordenador da regional diz que os técnicos estão preocupados com a ocorrência dos enjôos e mal-estares da população, algumas pessoas precisaram inclusive de atendimento médico. Houve também relato de pássaros mortos, devido provavelmente à toxicidade do malathion.

Sendo assim, fica a suspeita no ar: o produto utilizado pelos técnicos do CCZ em Foz do Iguaçu estaria devidamente regularizado para ser utilizado em campanhas de saúde pública? A escolha do princípio ativo teria sido feita de forma criteriosa, técnica e responsável?

 

Fonte: Globo.com.


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